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Um filme que retrata a história de um amor impossível entre dois jovens de nacionalidade portuguesa, perdidamente apaixonados, poderá ser gravado ainda este ano em Moçambique. Intitulado “Aurora”, nome que se pretende atribuir à personagem principal do filme, o projecto é da autoria de um grupo de cineastas portugueses que desde terça-feira desta semana encontra-se em Moçambique para reconhecer o ambiente e os locais onde se espera gravar as imagens do filme e vai unir actores portugueses e moçambicanos na tentativa de se buscar um ambiente que comporta a mistura de culturas, natureza e a arte entre os dois países.
Composto por Miguel Gomes, Luiz Urbano, Joaquim Carvalho e Marina Ricardo, realizador, produtor, actor e a artista que canta as músicas que acompanham o filme, respectivamente.O grupo pretende escalar durante os 15 dias da estadia no país, as cidades de Maputo, Beira, Quelimane e Chimoio em busca de condições capazes de acomodar as necessidades que estarão à volta do filme. No filme Moçambique vai acolher a primeira parte da gravação, que vai retratar a vida em África nos anos sessenta, sendo que a segunda parte será gravada em Portugal e vai espelhar o dia-a-dia dos europeus em Portugal.
As gravações do filme estão previstas para os meses de Setembro e Outubro do ano em curso. Este projecto segundo avançou Miguel Gomes, não constitui o único motivo que acelerou a vinda dos cineastas portugueses a Moçambique, poís, segundo avançou o cineasta, o grupo vem estrear o seu primeiro projecto na arena cinematográfica. Trata-se de um filme designado “Aquele querido mês de Agosto”, que estreou esta Quinta-feira numa das salas de cinema da cidade de Maputo, um evento que enquadra-se no âmbito da visita do Primeiro-ministro português, José Sócrates, a Moçambique. O filme tal como revela o seu nome, retrata o cenário da vida dos habitantes do interior da cidade de Coimbra, em Portugal. É que, segundo o realizador, naquela pequena localidade (Erganal), os habitantes emigram para outros cantos do país ou mesmo para outros países à procura de melhores condições de vida devido à pobreza que se instalou naquela pequena parcela do país.
Sendo Agosto, o mês em que muitos deles regressam para tirar férias, a região fica durante este período em festa, “daí que decidimos trazer este estilo de vida para o mundo fora em jeito de filme como forma de homenagear aqueles indivíduos”, explicou Miguel Gomes. Mas este não é o único protesto de transformar o quotidiano de um povo num cenário, pois de acordo com Luís Urbano, produtor do filme, a iniciativa visa igualmente mostrar amigos, familiares e os restantes habitantes de Erganal, de forma ficcionada,o seu estilo de vida. “Achamos que é uma boa iniciativa, porque aproveitamos a ocasião para proporcionar àqueles portugueses que não têm acesso a uma sala de cinema ou de teatro, uma oportunidade de poder ter filme que retrata o seu dia-a-dia”, disse.
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